História - Uso do Mármore na Arquitetura

O Mármore começou a ser usado nas construções da Grécia, por volta do ano VI a.C., porque se perdiam muitos templos com incêndios, já que as madeiras eram usadas para se fazer o teto e as colunas.

Por volta do século V a.C. a arquitetura começou a ser usada para expressar a adoração aos deuses, as conquistas, glórias, poder e riqueza dos povos . Eram essas as idéias dos atenienses ao construir a Acrópole (cidade alta), e dentro dela o Partenon, seu templo mais belo e imponente. Trinta mil toneladas de mármore dedicado a deusa Atenea Parthenos.

O Partenon foi concebido por Fídias, que era uma grande escultor, e projetado pelos arquitetos Calícrates e Ictinos de Mileto. A Acrópole está situada no topo de uma planície sobre um panalto natural, como toda a cidade de antigamente, que procurava se defender de eventuais invasões usando o relevo. Dentro dela haviam sedes administrativas civis e religiosas.

As ruínas mais famosas da Acrópole de Atenas são: Propileu: Portal para a parte sagrada da Acrópole. O Partenon (438 a.C.): templo principal de Atenas. O Erectéion (406 a. C.): templo jônico dedicado aos deuses dos campos, tem o nome de um herói ateniense chamado Erecteu. Templo de Atenas Nica (Nike). No mundo grego , os estilos eram identificados de acordo com as ordens arquitetônicas que regulamentavam toda a obra dos artistas.

Na arquitetura grega nada era arbitrário ou simplesmente decorativo. Em razão do sistema padrão de medidas, até os detalhes que normalmente têm dimensões fixas, como portas e janelas, variavam de proporção em harmonia com o conjunto. As principais ordens são: Dórica: primeira das ordens, mais sóbria. Os dóricos foram um dos primeiros povos a dominarem a Grécia.A parte principal da coluna, chamada fuste, tem de altura 5 vezes o diâmetro e repousa diretamente em cima do embasamento.

O acabamento no alto da coluna (capitel), é simples. Os sulcos (caneluras) têm as extremidades terminando de forma acentuada. Jônica: segunda das ordens, mais graciosa. Ela tem antecedentes na arquitetura dos assírios e outros povos da Ásia Menor. O fuste é mais delgado, aproximadamente 9 vezes o diâmetro da coluna, base tripla e capitel em voluta, lembrando um penteado feminino. Tem mais caneluras. A arquitrave possui um estilo mais rebuscado, com três faixas horizontais.

A maior delas, a última, é ornada por uma fileira de pérolas; o friso que se segue é enfeitado por uma série contínua de baixos-relevos. O entablamento (coroação do edifício) equivale a um quarto da altura.

O templo mais famoso é o Erectéion de Atenas, onde se vê um pórtico sustentado não por colunas, mas por seis estátuas de moça com cestas na cabeça. Coríntio: a terceira ordem. Existe uma lenda que fala que certa vez uma bela jovem coríntia fora enterrada em um campo aberto e sua ama colocara sobre o túmulo um cesto coberto de telhas, contendo objetos que a jovem mais queria.

Na primavera seguinte brotaram no lugar alguns pés de acanto. Encontrando o obstáculo das telhas as folhas dobraram, formando volutas incompletas. E esta imagem que teria servido de inspiração para o estilo corintio de capitel.

Tirando o capitel, os demais elementos da ordem coríntia são parecidos com o da ordem jônica, como por exemplo o fuste estriado, a coluna assentada numa base e a arquitrave dividida em três partes. A coluna é um pouco mais esguia. Sua altura é até 11 vezes o diâmetro.

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